quarta-feira, 31 de julho de 2019

MUSEU GÓTICO IV - GOTHIC MUSEUM IV





Como já vos disse nas postagens anteriores, venho me dedicando ao colecionismo gótico desde 1.976, quando adquiri as primeiras peças de uma coleção que conta hoje com milhares de itens. A quantidade é tamanha que, apenas para mostrar algumas peças, percebi que a apresentação seria praticamente impossível de ser condensada numa única postagem. Tanto assim que, nas postagens anteriores, dediquei-me ao cinema (DVD, cartazes, panfletos, fotografia e até objetos foram mostrados) e à literatura.


Hoje prossigo a mostra apresentando mais uma parte do acervo, agora trazendo revistas que separo aqui conforme o tema de cada conjunto.


O misticismo, o ocultismo e o gênero gótico vêm encontrando amplo espaço em revistas informativas diversas, especializadas no assunto ou não, conforme reproduzimos abaixo.





A revista “PLANETA”, publicada pela Editora Três, criada como uma versão brasileira da “Planète”, fundada em 1.963 pelos franceses Louis Pauwels e Jacques Bergier, autores do clássico "O Despertar dos Mágicos" (1961), circula no Brasil desde 1.972, possuindo o autor diversos exemplares em seu acervo, como as edições de nº  58 (julho de 1.977) e 78 (janeiro de 1.978), esta última contendo publicação do autor alusivo a eventos ocorridos em Cristina/MG (equivocadamente indicado na matéria como Ouro Fino/MG) e que podem ser conferidos em postagens anteriores cujo link segue abaixo.




Além disso, a revista “PLANETA” publicou várias edições especiais dedicadas a diversos temas, sendo com exemplo disso o “MANUAL DO FEITICEIRO” (abril de 1.984), “MONSTROS FANTÁSTICOS” (abril de 1.985), “SÍMBOLOS, ARTE E MENSAGEM” (maio de 1.985) e “SÍMBOLOS ESOTÉRICOS” (junho de 1.983).


A revista “100 SUPER FILMES DE TERROR” nº 1, foi editada pela Alto Astral em 2.014, trazendo uma horripilante seleção de películas macabras e assombrosas.


A série “STAR WARS – TESOUROS ARTÍSTICOS” foi publicada em 64 fascículos pela editora “Planeta de Agostini” a partir de 2.012, trazendo como brinde em cada fascículo uma peça de xadrez caracterizada por uma das personagens da saga, possuindo o autor a coleção completa, incluindo as peças e o tabuleiro de xadrez.


A série “STAR WARS – NAVES E VEÍCULOS” foi publicada em fascículos pela editora “Planeta de Agostini” a partir de 2.010, trazendo como brinde em cada fascículo uma nave ou veículo em miniatura, possuindo o autor alguns dos exemplares mais interessantes.


A revista “MUNDO ESTRANHO”, também conhecida como “ME” é uma revista de curiosidades científicas e culturais, além de temas obscuros e sinistros, publicada pela Editora Abril desde agosto de 2.001. Na imagem se vê a edição de nº 152-A (abril de 2.014).


A “ISTOÉ” é uma revista semanal brasileira de informações gerais, criada em 1976. A imagem estampa a edição nº 1.502, de 15/07/1.988, com a matéria de capa com o título “Eu vi a cara da Morte”.


“VEJA” é uma revista de distribuição semanal brasileira publicada pela Editora Abril às quartas-feiras desde 1.968. A imagem estampa a edição nº 1.904, de 11/05/2.005, traz a matéria de capa intitulada “Vida após a Morte”.



Conheça e curta os álbuns da coleção no “MUSEU GÓTICO” (“GOTHIC MUSEUM”) na página do Facebook indicada abaixo:



Seja bem vindo ao castelo!

domingo, 7 de julho de 2019

MUSEU GÓTICO III - GOTHIC MUSEUM III




Como já vos disse na minha postagem anterior, venho me dedicando ao colecionismo gótico desde 1.976, quando adquiri as primeiras peças de uma coleção que conta hoje com milhares de itens. A quantidade é tamanha que, apenas para mostrar algumas peças, percebi que a apresentação seria praticamente impossível de ser condensada numa única postagem. Tanto assim que, nas postagens anteriores, dediquei-me ao cinema (DVD, cartazes, panfletos, fotografia e até objetos foram mostrados) e à literatura.


Hoje prossigo a mostra apresentando mais uma parte do acervo, agora trazendo revistas que separo aqui conforme o tema de cada conjunto.


Os quadrinhos de terror no Brasil começaram a ser produzidos no último ano da década de 40, em 1.950, portanto, atingindo seu auge nas décadas de 70 e 80, respectivamente, com publicações nacionais e estrangeiras reproduzidas no país.




Começando pelas antigas e mais raras: Revista "Um Passo Além" nº 1 apresenta "Histórias de Boris Karloff" - Ideia Editorial - Fevereiro 1.976. Revista "Um Passo Além" nº 2 apresenta "Histórias Inacreditáveis" - Ideia Editorial - Março 1.976. Revista "Um Passo Além" nº 3 apresenta "Histórias da 5ª Dimensão" - Ideia Editorial - Abril 1.976. Revista "Cinemin" nº 10 - Editora Brasil-América Ltda - Outubro 1.964. Revista "Cinemin" nº 35 - Editora Brasil-América Ltda - Novembro/Dezembro 1.963. Revista "INCRÍVEL! FANTÁSTICO! EXTRAORDINÁRIO!" nº 1 - Editora Fase - Ano 1.969. Revista "CALAFRIO" nº 1 - Editora M & C - 1.973. Revista "MÚMIA" nº 1 - Editora M & C - 1.973. Revista "LOBISOMEM O DEMÔNIO DA NOITE" nº 5 - Editora M & C - 1.973. Revista "ALMANAQUE TERROR" - Editora Gorrión - 1.973. Revista "Almanaque DR. SATAN" - nº 6 - Editora Graúna - 1.973. Revista "MESTRES DO TERROR" nº 5 - Editora Graúna -Década de 70 - Contém interessante artigo sobre "Gille de Retz" (vejam no Google quem foi ele). Revista "SOBRENATURAL" nº 118, Editora La Selva, Março de 1.965. Revista "ALMA PENADA" nº 2 - Editora Graúna - Ano 1.970. Revista "O TERROR NEGRO" nº 115 - Editora La Selva - Setembro 1.958.




A Editora Taika lançou inúmeras revistas entre 1.966 e 1.976, trazendo redatores de renome, com Rubens Francisco Lucchetti (roteirista habitual dos filmes do Zé do Caixão) e desenhistas de grande talento, como Nico Rosso, Eugênio Colonnese, Shimamoto, Flávio Colin e Jayme Cortez, entre muitos outros. Nas imagens: Revista "Drácula" nº 16 - Editora Taika - Década de 70. Almanaque "Drácula" nº 4-A - Editora Taika - Década de 70 (Obs.: A foto de capa é do filme "O Vampiro da Noite” – “Dracula” – 1.958). Revista "Clássicos de Terror" Edição Especial "DRÁCULA" - Editora Taika - Década de 70. Revista "Zarapelho" nº 2 - Editora Taika - Década de 70 (Obs.: "Zarapelho" significa "diabo" em algumas regiões de Portugal). Revista "Histórias Satânicas" nº 7 - Editora Taika - Década de 70. Revista "Contos de Terror" nº 1 - Editora Taika - Década de 70. Almanaque "Clássicos de Terror" nº 4-A - Editora Taika - Década de 70. Almanaque "Histórias Satânicas" nº 2-A - Editora Taika - Década de 70. Almanaque "Seleções de Terror" nº 10-A - Editora Taika - Década de 70. Revista "Seleções de Terror" nº 14 - Editora Taika - Década de 70. Almanaque "Clássicos de Terror" nº 5-A Edição Especial - Editora Taika - 1.976. 




Grandes clássicos foram lançados por diversas editoras, especialmente pela Taika. Destacamos: Revista "O GRANDE LIVRO DO TERROR" nº 1 - Editora Argos - 1.978. . Revista "ANTOLOGIA BRASILEIRA DE TERROR" de Eugênio Colonnesse - Catânia Editora - 1.987 - Edição Para Colecionador. Revista Especial "Coleção Contos de Terror" - Editora Taika - Entre 1.970 e 1.975. Revista Especial "Drácula" - Coleção Nostalgia I - Editora Taika - 1.973. Revista Especial "Drácula" - Coleção Nostalgia II - Editora Taika - 1.973.   Revista "DRÁCULA" - Editora Spell Produções - Junho de 1.976. Revista "Graphic Álbuml" nº 1 - "Drácula" - Editora Abril S/A - Fevereiro 1.990. Revista Especial "Horror" - Editora Taika - 1.972. Revista Especial "O Filho De Satã" - Editora Taika - 1.972. Coleção "EBAL Especial" nº 1: "O Médico e o Monstro" - Robert L. Stevenson - Editora Brasil-América Ltda. - 1.977. Revista "A Múmia" (de Bram Stoker) - Ed. Prumo - 2.004. Revista "Classics Illustrated" nº 7 - "Edgar Allan Poe - A Queda da Casa de Usher" - Editora Abril S/A - Julho 1.991. Revista "Coleção HQ" nº 1 - "King Kong" - Editora Brasil-América Ltda. 1.977. “ História de King Kong – Rio Gráfica Editora – 1977.





Na seção dos clássicos não poderia faltar espaço para o genial cineasta brasileiro Zé do Caixão (Joe Coffin), como é conhecido mundialmente José Mojica Marins. Destaco: Revista "O ESTRANHO MUNDO DE ZÉ DO CAIXÃO" - Editora Quadrinhos L&PM - Verão de 1.987. Revista "O Estranho Mundo de Zé do Caixão Apresenta À Meia Noite Levarei Sua Alma" nº 1 - Editora Sampa - 1.995. Revista "Prontuário 666" - 2.008 (Obs.: exemplar autografado pelo "Zé do Caixão").





“Kripta” foi uma revista em quadrinhos de terror publicado entre 17 de setembro de 1976 a junho de 1981 pela editora RGE (Rio Gráfica e Editora).



Foram ao todo 60 edições de “Kripta”. A totalidade das histórias e do material publicado provinham do exterior, na revista foram publicadas histórias oriundas das revistas americanas “Creepy” e “Eerie Warren Publishing”, ao contrário das concorrentes nacionais à época.

Normalmente de autores consagrados, como José Ortiz, Esteban Maroto, Frank Miller, Rafael Auraleon, Tom Sutton, Vicente Alcazar, Gonzalo Mayo, Alex Toth, Neal Adams, Bruce Jones, entre tantos outros. Gerou outras revistas "irmãs", como “Shock”, “Pânico”, “Fetiche”, “Dr. Corvus”, “Seleções de Terror” e “3ª Geração”, além de inúmeros almanaques e edições especiais (“Edgar Allan Poe” e “Vampirella”).

O autor possui a coleção completa de todas as revistas deste tópico.


Destaque-se, por fim, que outras revistas surgiram, também utilizando material estrangeiro da mesma fonte da revista “Kripta”, como “Cripta do Terror” (Editora Record) e “Vampirella” (Editora Noblet).




A “Editora Brasil-América Ltda.” trouxe enorme contribuição aos quadrinhos de terror, a começar pela revista a cores “Histórias da Casa Mal-Assombrada”, da coleção “Misterinho”, lançada em setembro de 1.972, que teve uma “Edição Extra” em julho de 1.982. Em agosto de 1.982 publicou a revista “A Moça e o Vampiro”. A revista “Histórias de Assombração” e suas edições extras circularam a partir de maio/junho de 1.977 até junho/julho de 1.981, possuindo o autor a coleção completa. “Eu... o Vampiro” foi lançada em agosto de 1.983. “Demon”, edição extra de “Misterinho”, foi publicada em julho de 1.981. “Este Horror... Foi Você?”, edição extra de “Fantomas”, foi publicada em novembro de 1.981. “O Tanque Mal-Assombrado” é uma publicação do “Almanaque Herói” de 1.980, trazendo histórias sobre o tanque de guerra celebrizado na série “O Mistério e a Loucura do Terror em Combate”, revista que começou a circular em abril de 1.979 até março de 1.980, possuindo o autor a coleção completa.




A Editora Brasil-América Ltda. trouxe ainda “O Monstro do Pântano”, que circulou a partir de setembro de 1.979 até setembro de 1.980, incluindo uma edição extra em maio de 1.982, possuindo o autor a coleção completa. A Editora Abril S/A, publicou a mesma personagem com o título de “Monstro do Pântano” a partir de janeiro de 1.990.




A “Editora Vecchi” igualmente produziu grande quantidade de material em quadrinhos. Em janeiro de 1.977 lançou “As Histórias Sobrenaturais do Dr. Spektro”, depois intitulada simplesmente “Dr. Spektro”, que circulou até agosto de 1.983, possuindo o autor sua coleção completa. “Pesadelo” circulou entre julho de 1.980 e novembro de 1.982, possuindo o autor a coleção completa. “Sobrenatural” e seus respectivos almanaques circularam entre abril de 1.979 e novembro de 1.982, possuindo o autor a coleção completa. “Histórias do Além” circulou entre agosto de 1.979 e março de 1.981, possuindo o autor a coleção completa. “Almanaque das Assombrações” foi publicado em março de 1.981. “Almanaque do Terror” foi publicado entre março e novembro de 1.982, possuindo o autor a coleção completa.





De olho no estrondoso sucesso da concorrente “Kripta” a “Bloch editores” lançou a série “Capitão Mistério” com vários títulos em sua primeira fase, possuindo o autor a coleção completa de todos eles: “A Tumba de Drácula” ou “Conde Drácula” (quando a editora optou por material nacional) circulou entre 1.976 e 1.979. “Frankenstein” circulou entre 1.976 e 1.978. “Lobisomem” circulou entre 1.977 e 1.981. “A Múmia Viva”, depois simplesmente “A Múmia”, circulou entre 1.976 e 1.979. “Aventuras Macabras” circulou entre 1.976 a 1.980. “Cine-Mistério” circulou entre 1.976 e 1.978. “Clássicos de Pavor” circulou entre 1.976 e 1.978. “Histórias Fantásticas” circulou entre 1.976 a 1.977. “Sexta-Feira 13” circulou em 1.977. “Motoqueiro Fantasma” circulou em 1.978 com apenas um exemplar.




Na segunda fase a Bloch Editores continuou a série “Capitão Mistério” trazendo “Drácula” em 1.982 e “Almanaque do Terror” em 1.983.


Na terceira fase a Bloch Editores prosseguiu na série “Capitão Mistério”: “Histórias Reais de Drácula” circulou em 1.986, revezando com “Histórias Reais de Lobisomem” no mesmo ano. Destaque-se a série “Bloquinho Extra nº 8” que trouxe a versão quadrinizada do celebrado filme de Spielberg “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (“Close Encounters of the Third Kind”) em 1.978.




A “Editora D’Arte” trouxe valiosíssima contribuição aos quadrinhos nacionais, em que pese e sua periodicidade irregular ao longo de sua existência e após os primeiros números. “Calafrio” e respectivas edições especiais, cuja coleção o autor a tem por completo, circulou entre 1.981 e 1.993. “Mestres do Terror” e respectivas edições especiais, que o autor possui a coleção completa, circulou entre 1.981 e 1.993. Externo aqui meu especial carinho ao editor Reinaldo de Oliveira pela atenção que sempre dispensou às considerações e desenhos do ora autor.






Diversas editoras outras também se lançaram no então próspero mercado de quadrinhos góticos. “Impacto” da série “Terror Thriller” foi lançado pela Editora “Tálamus” em 1.984. “Mundo do Terror” foi editado pela “Press Editorial” em 1.982. “Vampiro” foi editado pela “Press Editorial” entre 1.985 e 1.986. A “Veija Comunicação” lançou “Criaturas da Noite – Rituais de Magia Negra” na década de 80. “Drácula a Sombra da Noite – Edição Especial” da “Editora Sampa” lançado em 1.990, hoje bastante raro. Lançado originalmente em cinco edições pela Editora Nova Sampa, Drácula - A sombra da noite(1.985) teve em 1.990 essa versão encadernada condensando toda a obra, com mais de 300 páginas. Escrita por Ataíde Braz e desenhada por Neide Harue, o Vampiro Vlad reaparece aqui numa versão mais moderna e galante, em livre adaptação da obra de Bram Stoker, misturando romantismo e terror, na dosagem certa. “Almanaque Medo” da “Press Editorial” foi lançado em 1.986. “Neuros” foi uma publicação da editora “Grafipar” que circulou entre 1.979 e 1.980, cuja coleção o autor possui completa. “Blood: Uma História de Sangue” da Editora “Abril S/A” circulou de dezembro de 1.990 a janeiro de 1.991, possuindo o autor todos os exemplares, inclusive que saiu às bancas com defeito de edição e foi recolhido em seguida. “O Maior do Terror – Tumba” da Editora Fittipaldi circulou no início da década de 90. “Gremlins” da Editora “Três” foi lançado em 1.984, com a quadrinização do filme homônimo.




Em 1.980 a “Ideia Editorial” lançou uma série de revistas em quadrinhos de “Terror Erótico”: “Vampi”, “Frígida”, “Conde Dinho”, “Zora”, “Morcego Negro” e “Um Passo Além” (o único não erótico).




Constam do acervo algumas publicações estrangeiras: “Creepy" # 58 - A Warren Magazine - December 1.973 - U.S.A. "VAMPUS" - nº 43 - Garbo Editorial S.A. - Marzo 1.975 - España. "Dr Tetrik" nº 29 - Editorial Mazzone - Diciembre 1.972 - Argentina. "Pasaje al Terror" nº 8 - Editorial Mazzone Sacifi - Diciembre 1.972 - Argentina. "Relatos de Terror Ilustrados Ursus - Macabro" - Ursus Ediciones - Editora Record - Final da década de 70 ou início da década de 80.




Conheça e curta os álbuns da coleção no “MUSEU GÓTICO” (“GOTHIC MUSEUM”) na página do Facebook indicada abaixo:



Seja bem vindo ao castelo!

domingo, 23 de junho de 2019

MUSEU GÓTICO II - GOTHIC MUSEUM II



Como já vos disse na minha postagem anterior, venho me dedicando ao colecionismo gótico desde 1.976, quando adquiri as primeiras peças de uma coleção que conta hoje com milhares de itens. A quantidade é tamanha que, apenas para mostrar algumas peças, percebi que a apresentação seria praticamente impossível de ser condensada numa única postagem. Tanto assim que, na postagem anterior, dediquei-me exclusivamente ao cinema (DVD, cartazes, panfletos, fotografia e até objetos foram mostrados).


Hoje prossigo a mostra apresentando mais uma parte do acervo, agora trazendo livros que separo aqui conforme o tema de cada conjunto.


O gênero gótico tem seu termo inicial reconhecido na literatura com a publicação do livro “O Castelo de Otranto” (“The Castle Of Otranto”), de Worace Walpole - 1764. A ele sucederam-se centenas de publicações outras, dentre as quais se destacam “Frankenstein”, de Mary Shelley - 1820 e “Drácula” (“Dracula”), de Bram Stoker - 1897. Merecem especial destaque as obras de Edgard Allan Pöe - 1809 a 1849, como “O Corvo” (“The Raven”), “O Gato Preto” (The Black Cat”) e “A Queda da Casa de Usher” (“The Fall of the House of Usher”), entre tantas outras.


Começando pelos clássicos, vos trago algumas obras, todas elas uma pequena parte do acervo. “O CASTELO DE OTRANTO” (“THE CASTLE OF OTRANTO”), de Worace Walpole - Coleção Trevo Negro – Ed. Bruguera - Ano 1.971, resulta uma mistura do sobrenatural, visões fantasmagóricas, fatos inexplicáveis, por um lado, com as paixões, intrigas e psicologia próprias das pessoas de carne e osso, por outro lado. “DRÁCULA” (“DRACULA”) de Bram Stoker – Ed. Record – 1.976, a mais história de vampiros da literatura mundial, tendo o famigerado Conde Drácula como personagem principal. “FRANKENSTEIN” (“FRANKENSTEIN”) de Mary Shelley – Ed. Record – 1.976, também intitulado como o “Prometeu Moderno” é um romance de terror gótico com inspirações do movimento romântico, envolvendo alquimia e ficção-científica para a recriação da vida, resultando numa criação monstruosa, porém inicialmente dócil. “O CASTELO MAL-ASSOMBRADO” de E.T.A. Hoffmann – Ed. Círculo do Livro - 1.989, traz uma seleção de contos de terror do autor, como “O Homem da Areia”, “Don Juan”, “Até que o Olho me Chame” (Gluck)”, “O Fantasma Noivo” e “O Castelo Mal-Assombrado”. “FAUSTO” (“FAUST”) de Göethe, Ed. Technoprint – Década de 80, considerado uma das grandes obras-primas da literatura alemã, é um poema trágico redigido como uma peça de teatro com diálogos rimados, no qual a principal personagem sucumbe às tentações do demônio Mefistófeles. “...E NINGUÉM VIVERÁ” (“GREFFE MORTELLE) de Marc Agapit - Ed. Technoprint - Década de 80, expressiva obra da literatura francesa que trata da vida de um fantasma. “HORAS DE TERROR” de diversos autores – Ed. Clube do Livro - 1.981, traz os seguintes contos: "A Missa Das Sombras" (Anatole France), "Avatar" (Théophile Gautier), "Um Louco?" (Guy de Maupassant), "Metempsicose" (Walter Poliseno), "Camarote 105, Beliche Superior" (Marion Crowford), "Ratos do Cemitério" (Henry Kuttner), que considero o mais assombroso de todos que já li na literatura horrorífica, "A Mão do Hindu" (Arthur Conan Doyle), "William Wilson" (Edgar Allan Pöe), "O Fantasma Inexperiente" (H. G. Wells) e "A Mão do Macaco" (W. W. Jacobs). "CONTOS DE TERROR, DE MISTÉRIO E DE MORTE, de Edgar Allan Pöe - Companhia José Aguilar Editora - 1.975, com os seguintes contos: "Berenice", "Morela", "O Visionário", "O Rei Peste (Conto Alegórico)", "Metzengerstein", "Ligéia", "A Queda do Solar de Usher", "William Wilson", "Eleonora", "O Retrato Oval", "A Máscara da Morte Rubra", "O Coração Denunciador", "O Gato Preto", "O Poço e o Pêndulo", "Uma história das Montanhas Ragged", "O Enterramento Prematuro", "O Caixão Quadrangular", "O Demônio da Perversidade", “Revelação Mesmeriana", “O Caso do Sr. Valdemar", “O Barril de Amontilhado" e "Hop-Frog". “CONTOS DE VAMPIROS” de diversos autores (14 clássicos escolhidos sob organização de Flávio Moreira da Costa) - Editora AGIR - Selo Pocket Ouro - 2.009, com os seguintes contos: "O Estranho Misterioso" (Anônimo), "Carmilla" (Sheridan Le Fanu), "Berenice" (Edgar Allan Pöe), "O Vampiro" (John Polidori), "A Boa Senhora Ducayne" (Mary Elizabeth Braddon), "O Hóspede de Drácula" (Bram Stoker), “A Morta Apaixonada” (Théophile Gautier), "Luella Miller" (Mary Eleanor Wilkins-Freeman), "Porque o Sangue é a Vida" (Francis Marion Crawford), "O Conde Magnus" (Montagne Rofhes James), "O Quarto na Torre" (Edward Frederic Benson), "O Vampiro" (Horacio Quiroga), "O Vampiro da Granja Croglin" (Augustus Hare) e "A Família do Vourdalak", fragmento inédito das "Memórias de um Desconhecido" (Alexei Tolstoi). “MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS”, do imortal escritor brasileiro Machado de Assis - Editora Abril - 1.982 (foi publicado originalmente em folhetins, a partir de março de 1880, na Revista Brasileira, onde um defunto conta a história de sua vida, e que traz a seguinte e inusitada dedicatória: "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas Memórias Póstumas").



O cinema trilhou os sucessos da literatura, sendo boa prova disso a personagem “Drácula”, que inspirou mais de uma centena de filmes. Nessa esteira seguem os não menos clássicos “O EXORCISTA” (“THE EXORCIST”), de William Peter Blatty – Ed. Nova Fronteira – 3ª Edição – 1.972, baseado em fatos reais. Aliás, em seu livro autobiográfico “DIREI QUE LEMBRO DE VOCÊ” (“I'LL TELL THEM I REMEMBER YOU”), do mesmo autor – Ed. Nova Fronteira – 1.973, Blatty mostra que a cena do abandono da mãe no filme refere-se a um fato idêntico passado com ele, qual seja o abandono da mãe num asilo. Stephen King é outro renomado autor contemporâneo cujas obras chegaram às telas do cinema, como “CARRIE” (“CARRIE”) – Best Books – 1.977; “O ILUMINADO” (“THE SHINING”) – Ed. Objetiva – 1.999; “IT” (“A COISA”) – Ed. Suma de Letras – 2.014, entre outros. Na ficção científica “O PLANETA DOS MACACOS” (“LA PLANÈTE DES SINGES”) de Pierre Boule – Ed. Agir – 2.005 e “O HOMEM INVISÍVEL” (“THE INVISIBLE MAN”) de H. G. Wels – Ed. Technoprint – Década de 80, são obras exponenciais. “HORROR EM AMITYVILLE” (“THE AMITYVILLE HORROR”), de Jay Anson – Ed. Círculo do Livro – 1.977, igualmente baseado em fatos reais é outro livro apavorante sobre infestação numa casa mal-assombrada.   Por fim o fabuloso clássico “O MORRO DOS VENTOS UIVANTES” (“WUTHERING HEIGHTS”) de Emily Brontë – Ed. Abril – 1.979, clássico da literatura inglesa, uma história de brutalidade e melancolia que termina com um casal de fantasmas assombrando uma charneca.


A coleção abrange ainda vasto acervo de documentários, dos quais destaco os seguintes: “DANÇA MACABRA” (“DANSE MACABRE”), do renomado mestre Stephen King – Ed. Ponto de Leitura – 2.012, no qual o autor disseca o terror no cinema e na literatura em sua primeira obra não ficcional. “O TRIÂNGULO DAS BERMUDAS” (“THE BERMUDA TRIANGLE”), de Charles Berlitz – Ed. Círculo do Livro – 1.991, que trata dos desaparecimentos misteriosos de navios e aeronaves naquela região do Caribe. “OS DEMÔNIOS DE LOUDUN” (“THE DEVILS OF LOUDUN”), de Aldous Huxley – Ed. Círculo do Livro – 1.989, que narra a suposta possessão de todo um convento em meados do século XVII, no interior da França, por diferentes demônios, culminando na tortura e morte do padre Urban Grandier, numa trama que teve até mesmo o envolvimento do próprio cardeal Richilieu. “JACK, O ESTRIPADOR” (“PRINCE JACK”), de Frank Spiering – Ed. Círculo do Livro – 1.991, no qual a autora relata as crueldades do legendário assassino, numa trama que envolve até mesmo a nobreza britânica. “JACK THE RIPPER WALK” – Ed. Louis’ London Walk – 2.002, é um guia em inglês sobre os locais onde o misterioso assassino atuou em Londres e arredores no final do século XIX. “O PROCESSO DO VAMPIRO DE DUSSELDORF” – Ed. Noblet – Década de 70, contando a história do assassino serial Peter Kurten, o “Vampiro de Dusseldorf”, responsável por inúmeros abusos sexuais e assassinatos em 1.929 e imortalizado no cinema no filme “M” (1.931) de Fritz Lang. “FILHA DE SATANÁS, FILHA DE DEUS” (“CHILD OF SATAN, CHILD OF GOD”) – Ed. Edibolso – 1.977, foi escrito por Susan Atkins no corredor da morte. A autora foi um membro da “Família”, grupo de Charles Manson que chacinou Sharon Tate (atriz de “A DANÇA DOS VAMPIROS” - “THE FEARLESS VAMPIRE KILLERS” – 1.966), esposa do diretor Roman Polanski de “O BEBÊ DE ROSEMARY” – “ROSEMARY’S BABY” de 1.968, o qual teria revelado naquele filme segredos do satanismo, sendo esta uma das causas prováveis da morte da atriz e esposa de Polanski. A atriz estava grávida quando foi assassinada. “LOBISOMEM – UM TRATADO SOBRE CASOS DE LICANTROPIA” – “THE BOOK OF WERE-WOLVES”, do padre Sabine Baring-Gould – Ed. Madras – 2.003, é o tratado mais completo sobre lobisomens, escrito originalmente em 1.889. “EM BUSCA DE FRANKENSTEIN” – “IN SEARCH OF FRANKENSTEIN”, de Radu Florescu – Ed. Mercuryo – 1.998, no qual o escritor romeno busca, na Alemanha, a verdadeira história por trás do mito. “EM BUSCA DE DRÁCULA E OUTROS VAMPIROS” – “IN SEARCH OF DRACULA”, de Raymond T. Mc Nally e Radu Florescu – Ed. Mercuryo – 1.995, no qual os autores desvendam a verdade histórica existente por trás do mito de Drácula. “A LA RECHERCHE DE DRACULA” – “IN SEARCH OF DRACULA”, de Raymond T. Mc Nally e Radu Florescu – Ed. Robert  Laffont – 1.973, versão em francês do livro anteriormente citado.


O acervo do “MUSEU GÓTICO” conta ainda em sua extensa biblioteca com um acervo considerável de livros dedicados ao ocultismo e ao satanismo. “CULTO A SATÔ (“THE SECOND COMING”), de Arthur Lyons – Hemus Editorial – 1.974, mostra o ressurgimento generalizado do satanismo no mundo nos últimos anos e mostra que Satã não morreu com o advento do racionalismo, já que a necessidade dele nunca foi racional. “O DIABO SEM PRECONCEITOS”, do escritor brasileiro José Alberto Gueiros - Ed. Monterrey – 1.974, conta a história do satanismo e sua propagação através da história. “A REVOLUÇÃO LUCIFERIANA”, do escritor também brasileiro Adriano Camargo Monteiro – Ed. Madras – 2.007, é um livro que busca estabelecer as bases da doutrina luciferiana ou luciferosofia, como algo digno e elevado a ser seguido, livre de tabus, medos e ignorância, oferecendo uma filosofia de liberdade, espiritualidade, conhecimento e prazer, que se estende em muitas áreas da vida. “O TEMPLO DE SATÔ (“LE TEMPLE DE SATAN – LE SERPENT DE LA GENÈSE”), de Stanislas de Guaita – Ed. Três – 1.983, tratando de várias vertentes do ocultismo, em espacial da doutrina teosófica, em que não é o espírito que se comunica com os seres humanos encarnados, mas apenas seus "cascões astrais", que são ocupados por "larvas" e seres elementais, cuja única função parece ser a de enganar os "trouxas" humanos. “POSSESSÕES, ENCOSTOS... E CASAS MAL ASSOMBRADAS”, do padre Edvino Augusto Friderichs – editado pelo Centro Latino-Americano de Parapsicologia – 1.978, é um “pronto-socorro” para casos complexos de possessão, obsessão e infestação. “AS CIÊNCIAS PROIBIDAS – SATANISMO E BRUXARIA” – Ed. Século Futuro – 1.987, trata do bem e do mal eternamente contrastados, em cada ato humano e em cada sentimento, ancestrais poções, beberagens ou encantamentos e a relação do diabo com tudo isso. “NOCTURNICOM” (“NOCTURNICOM”), de Konstatinos – Ed. Madras – 2.006, é um guia supremo para o lado mais negro do universo da magia, ensinando a conjurar as forças e os poderes negros. “DOGMA E RITUAL DE ALTA MAGIA” (“DOGME ET RITUE DE LA HAUTE MAGIE”) de Eliphas Levi – Ed. Pensamento – Década de 70, é um tratado de magia, que apareceu em 1855 e que incluiu uma tradução do “Nuctemeron” (ou “Nuctameron”), um trabalho supostamente escrito por Apolônio de Tiana. ”OS LIVROS MALDITOS” (“LES LIVRES MAUDITS”), de Jacques Bergier – Ed. Hemus – 1971, onde o autor fala de livros de conteúdo prodigioso que se tornaram inacessíveis ao público, como o “Livro de Toth”, as “Estâncias de Dzyan” (ver adiante), o “Manuscrito Voynich” e “Excalibur” (o livro que leva à loucura), entre outros. “O LIVRO PERDIDO DE DZYAN” (“TWO BOOKS OF THE STANZAS OF DZYAN”), traduzido e publicado por H. P. Blavatsky – Ed. Pensamento – 2.009, copiado de manuscritos arcaicos, escritos em uma coleção de folhas de palmeira, resistentes à água, ao fogo e ao ar, devido a um processo de fabricação desconhecido, e que conteriam registros de toda a evolução da Humanidade, em uma língua desconhecida pelos filólogos denominada Senzar. “O LIVRO QUE MATA A MORTE” (“EL LIBRO QUE MATA A LA MUERTE – O LIBRO DE LOS JINAS”), de Roso de Luna – Ed. Três – 1.984, refere-se aos mundos subterrâneos quando fala das bibliotecas fabulosas existentes nestes rincões sagrados, ocultos da face da Terra, onde se encontram os livros que relatam toda a história dos homens, contendo obras em todos os idiomas já falados em todos os tempos. “O LIVRO DOS MORTOS DO ANTIGO EGITO”, Ed. Hemus – Década de 70, é uma coletânea de feitiços, fórmulas mágicas, orações, hinos e litanias do Antigo Egito, escritos em rolos de papiro e colocados nos túmulos junto das múmias. “CIÊNCIAS OCULTAS”, de diversos autores - Ed. Iavisa – 1.981, falando sobre astrologia, sonhos, numerologia grafologia, quiromancia, frenologia e profecias diversas, entre outros assuntos ocultistas. “A ILHA DA MAGIA” (“THE MAGIC ISLAND”), de William B. Seabrook – Ed. Hemus – Década de 70, que trata sobre o vudu haitiano. “GRANDES MISTÉRIOS DO SOBRENATURAL”, de vários autores – Ed. Três – Década de 80 – que trata de vários assuntos ocultistas, como satanismo, bruxaria, astrologia, tarologia, etc. “DRACULEA – O LIVRO SECRETO DOS VAMPIROS”, do escritor brasileiro Ademir Pascale e outros autores – All Print Editora – 2.009, onde conhecemos um pouco da história do surgimento dessas criaturas noturnas (os vampiros): Vlad Draculea, um cavaleiro cristão torna-se um agente contra os turcos e, por sua crueldade na batalha, era considerado a encarnação do demônio, pelos inimigos e até por seus súditos. “O LIVRO DOS VAMPIROS – A ENCICLOPÉDIA DOS MORTOS VIVOS” (“THE VAMPIRE BOOK: THE ENCYCLOPEDIA OF THE UNDEAD”), de J. Gordon Melton – Makrom Books – 1.996, onde o autor aprofunda-se nas tradições, mitos e relatos verídicos sobre os vampiros e suas lendas no mundo todo e enfoca, ainda, os aspectos históricos, literários, mitológicos, biográficos e populares de um dos temas mais envolventes que se conhece, incluindo mais de 200 imagens, mais de 30 fotos coloridas, além de milhares de verbetes. “MANUAL PRÁTICO DO VAMPIRISMO”, dos escritores brasileiros Paulo Coelho e Nelson Liano Júnior – Ed. Record – 1.991, revela o mundo do vampirismo, que acabou por fortalecer a imagem de Paulo Coelho como um ocultista. O livro acabou sendo recolhido devido a um possível temor do autor Paulo Coelho em que as pessoas utilizassem as técnicas descritas.


A biblioteca da coleção também dispõe de um considerável acervo sobre ufologia. “PROJETO LIVRO AZUL” (“PROJECT BLUE BOOK), de Brad Steiger – Ed. Portugália – 1.976, é um livro explosivo e significativo para ufologia mundial e que trata dos inquéritos secretos feitos por pessoal responsável da Força Aérea e cientistas civis de renome, como o professor J. Allen Hynek, diretor do Centro de Pesquisas Astronáuticas de Lindheimer, que acabou por abandonar os militares por achar que estavam sob as ordens do Pentágono para recusar qualquer evidência de Objetos Voadores Não Identificados (UFOs). O livro serviu de base para o filme “Contatos Imediatos de Terceiro Grau” (“Close Encounters of the Third Kind”) de Spielberg. “INCIDENTE EM ROSWELL” (“THE ROSWELL INCIDENT”), DE Charles Berlitz e William L. Moore – Ed. Nova Fronteira – 1.980, tratando sobre o mais famoso caso da ufologia mundial ocorrido em julho de 1947 na localidade de Roswell, no estado do Novo México, nos Estados Unidos, onde um objeto voador não identificado teria caído. “VARGINHA – TODA A VERDADE REVELADA”, do escritor e ufólogo brasileiro Marco Antonio Petit – Ed. Biblioteca UFO – 2.015, que desvenda toda a verdade envolvendo o caso do “E.T. de Varginha”, o caso mais famoso da ufologia brasileira. “PROJETO MAJESTIC” (“MAJESTIC”), de Whitley Strieber – Ed. Mercuryo – 1.989, no qual o autor, membro do Grupo Central de Inteligência (hoje CIA) faz um relato sobre uma nave extraterrestre que caiu em Roswell, no Novo México, em 1.947 e todo o plano do governo norte-americano para esconder o fato. “A AMEAÇA” (“THE THREAT”), de David M. Jacobs – Ed. Rosa dos Tempos – 2.002, é baseado num relatório secreto sobre os objetivos e planos dos alienígenas. “ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS?” (“ERINNERUNGEN NA DIE ZUKUNFT”), de Erich Von Däniken – Ed. Círculo do Livro – 1.985, no qual o autor teoriza a possibilidade das antigas civilizações terrestres serem resultados de alienígenas que para as épocas relatadas teriam se deslocado. “HERCÓLUBUS OU PLANETA VERMELHO” (“HERCÓLUBUS O PLANETA ROJO”), de V. M. Rabolú – Grupo Editorial Kelps. – 2.004, sobre o planeta gigante Hercólubus, tido como um boato pseudocientífico similar a outros que alegam que um planeta gigante estaria se aproximando perigosamente da Terra. “OS ASTRONAUTAS DE YAVEH” (“LOS ASTRONAUTAS DE YAVEH”), de J. J. Benítez – Ed. Mercuryo – 1.980, no qual o autor aborda o tema polêmico e audacioso da intervenção de extraterrestres em várias passagens do Velho e do Novo Testamento, como a travessia do Mar Vermelho, a concepção virginal de Maria e o nascimento de Jesus Cristo. “OPERAÇÃO CAVALO DE TRÓIA 1 - JERUSALÉM” (“CABALLO DE TROYA”), de J. J. Benítez – Ed. Mercuryo – 1.987, onde o autor, com base em documentos que recebeu de um militar e cientista da Força Aérea norte-americana, revela a execução de uma experiência que lhe permitiu voltar no tempo quase dois mil anos e ser testemunha ocular e participante dos últimos dias de Jesus Cristo na Terra, desde sua entrada em Jerusalém até sua prisão, julgamento, crucificação e ressurreição. A obra prosseguiu até o volume 9.


O acervo da biblioteca do MUSEU GÓTICO conta ainda com inúmeros livros raros, dentre os quais podemos destacar os seguintes: “A MALDIÇÃO DO SANGUE DE LOBO”, do escritor brasileiro Rubens Francisco Lucchetti – Ed. Cedibra – 1.974, um conto que fala sobre um lobisomem aterrorizando uma aldeia. “NOS DOMÍNIOS DE DRÁCULA”, do mesmo escritor R. F. Lucchetti – Ed. Cedibra – Década de 70, é uma aventura de terror e sexo num reduto de vampiros. “LEGIÃO DE VAMPIROS”, também de R. F. Lucchetti – Ed. Edrel – 1.972, traz artigos e contos sobre vampiros. Rubens Francisco Lucchetti foi o roteirista habitual dos filmes de Zé do Caixão (Coffin Joe) e assinou outras obras com o pseudônimo de Isadora Highsmith. “O IMPÉRIO DE FU MANCHU” (“EMPEROR FU MANCHU”), de Sax Rohmer – Ed. Technoprint – Década de 70, narrando sobre o doutor Fu Manchu, que comanda uma vasta organização criminosa internacional, os Si-Fans, que conta com vários assassinos profissionais, de preferência hindus Thugs e Dacoits, dentre outros membros de sociedades secretas dedicadas ao crime. “O CASTELO DAS VOZES”, DE Ell Sov (pseudeônimo do escritor brasileiro Hélio de Soveral”, Ed. Monterrey – Década de 70, onde cinco pessoas se veem obrigadas a passar a noite no antigo Castelo de Rockemburgh, o palco de uma terrível tragédia no passado. Mas a noite não proporcionou sua calma de sempre, em meio à tempestade, ocorreram mistérios que foram capazes de provocar calafrios e levar ao delírio. “O CONDE NEGRO”, do escritor brasileiro José Maria Silva Neto – Editora Assunção – 1.950, onde bruxos, monstros e fadas povoam as estórias ali contadas.  “A MONTANHA ENCANTADA”, da autora brasileira Maria José Dupré (Senhora Leandro Dupré) – Ed. Brasiliense – 1.945,  uma estória de fantasia na qual um grupo de crianças, após avistar uma luz brilhar no alto da montanha ali existente, realiza uma expedição e descobre um mundo subterrâneo feito em ouro e habitado por anões, em que os valores diferem do mundo real. “O LIVRO DOS FANTASMAS”, do escritor brasileiro Viriato Padilha – Ed. Spiker – 1.956, um clássico brasileiro das histórias de terror, com fantasmas vitorianos, monstros, criaturas do além e criaturas do folclore brasileiro. “OS MAIS BELOS CONTOS TERRORÍFICOS” – Ed. Vecchi – 1.959, traz as seguintes obras: “O Retrato” de Washington Irving, “O Reflexo Perdido” de E. T. A. Hoffmann, “El Verdugo” de Honoré de Balzac, “O Demônio da Perversidade” de Edgar Pöe, “Uma Feliz Experiência de Dissecação” de Edmond About, “Uma Estranha Cama” de Wilkie Collins, “O Cemitério do Diabo” de Jacinto Octavio Picón, “As Sombras da Noite” de Paul Marguerite, “A Aranha” de H. Heinz Ewers, “As Mãos Estranguladoras” de M. G. Moretti, “A Verdade das Lendas” de Emilio Carrère, “A Câmara da Morte” de Armiger Barclay, “O Cérebro no Frasco” de Normam Elwod Hammerston, “A Última Gargalhada” de Franklin Miller, “A Casa do Juiz” de Bram Stoker, “Os Olhos Ambarinos” de Henry Kuttner, “Os Olhos da Múmia” de Robert Bloch, “O Cálice de Ouro” de Frank Gruber, “O Sôro da Vida” de Paul S. Powers, “O Último Disparo” de Tally Mason, “Sessão de Espiritismo” de Olga L. Rosmanith, “O Preço da Cabeça” de John Russell e “O Cérebro Morto” de Wallace J. Knapp. “RITUALE ROMANUM” – Ed. Mechliniæ – 1.856, escrito em latim e utilizado em vários ritos da Igreja Católica, dentre os quais o “Ritual do Exorcismo”, o livro foi celebrizado no filme “O Exorcista” (“The Exorcist”), quando aparece nas mãos do Padre Merrin, personagem do filme, durante as sessões de exorcismo, sendo mostrada na tela a versão em inglês intitulada “Roman Ritual”. É, sem dúvida, a peça mais rara da coleção.



Na literatura infantil do acervo destaco os seguintes livros: “O LADO SOMBRIO DA INFÂNCIA” – Coleção Mundo Estranho – Ed. Abril – 2.016, que mostra as origens sangrentas e as explicações psicológicas para os contos de fada. “O MANUAL DA BRUXA PARA COZINHAR CRIANÇAS” (“THE WITCH’S GUIDE TO COOKING CHILDREN”) de Keith McGowan – Cia. das Letras – 2.010, é uma estória de bruxa que come criancinhas. “O LIVRO HORRIPILANTE DE ZÉ DO CAIXÃO” de Zé do Caixão (José Mojica Marins) – Panda Books – 2.008, com sete estórias para arrepiar os cabelos da criançada.


Do acervo constam ainda obras de autoria do próprio colecionador, seja em livros próprios, seja como colaborador. “VAMPIRO O FANTASMA NEGRO”, de José Carlos de Paula - Clube de Autores – 2.011, iniciando com o suicídio do descendente de um vampiro, que se levanta de sua tumba e inicia uma saga de vingança ao longo de treze dias de morte e sangue, culminando com uma orgia satânica e sangrenta. “VAMPIRO O FANTASMA NEGRO”, de José Carlos de Paula - Clube de Autores – 2.011, traz os contos encontrados no caderno do suicida que inicia o livro anterior. “CONTOS DE ANDRÉ VITTOR”, de André Victtor - Clube de Autores – 2.011, traz vários contos de horror e misticismo, entre o quais o relato verídico “A Mãe do Ouro e as Bolas de Fogo”, com ilustrações fotográficas.


Os livros podem ser adquiridos nos seguintes links:






Conheça e curta os álbuns da coleção no “MUSEU GÓTICO” (“GOTHIC MUSEUM”) na página do Facebook indicada abaixo:

https://www.facebook.com/museugotico/



Seja bem vindo ao castelo!


sábado, 25 de maio de 2019

MUSEU GÓTICO I - GOTHIC MUSEUM I



Tenho me dedicado ao colecionismo gótico desde 1.976, quando adquiri as primeiras peças de uma coleção que conta hoje com milhares de itens. A quantidade é tamanha que, apenas para mostrar algumas peças, percebi que a apresentação seria praticamente impossível de ser condensada numa única postagem.

Por isso, resolvi iniciar a apresentação parcial do acervo com as peças relacionadas aos filmes (cinema e DVD), hoje contando com mais de dois mil DVD (incluindo todos os filmes que serão citados nesta postagem) e centenas de peças publicitárias (cartazes, folhetos e fotografias).




O gênero gótico tem seu termo inicial reconhecido na literatura com a publicação do livro “O Castelo de Otranto” (“The Castle Of Otranto”), de Worace Walpole -1764. A ele sucederam-se centenas de publicações outras, dentre as quais se destacam “Frankenstein”, de Mary Shelley - 1820 e “Drácula” (“Dracula”), de Bram Stoker - 1897. Merecem especial destaque as obras de Edgard Allan Pöe - 1809 a 1849, como “O Corvo” (“The Raven”), “O Gato Preto” (The Black Cat”) e “A Queda da Casa de Usher” (“The Fall of the House of Usher”), entre tantas outras.

O cinema trilhou os sucessos da literatura, sendo boa prova disso a personagem “Drácula”, que inspirou mais de uma centena de filmes.





Desde o cinema mudo, trazendo “Nosferatu” – 1922, de F. W. Murneau, entre outros. Outra grande referência na história do cinema foi “O Gabinete do Dr. Caligari” (“Das Cabinet des Dr. Caligari”), uma das mais marcantes obras do expressionismo alemão, dirigido por Robert Wienne em 1919.

Os estúdios de Hollywood ainda possuíam grande relutância em produzir filmes do gênero. Um dos nomes que mais se destacou ao fomentar o investimento em filmes de terror foi o do ator Lon Channey, por interpretar diversos personagens em inúmeros filmes produzidos na década de 20, como os clássicos “O Corcunda Notre Dame” (“The Hunchback of Notre Dame”) - 1923 e “O Fantasma da Ópera” (“The Phantom of the Opera”) - 1925. Outro grande clássico da época é a primeira versão de “O Médico e o Monstro” (“Dr. Jekyll and Mr. Hyde”) - de 1920.

A partir da década de 30, os filmes de terror passam a ser produzidos tendo por base as histórias e lendas européias sobre vampiros, cientistas loucos e aristocratas insanos, a tazendo como principais personagens os antológicos Drácula e Frankenstein, das clássicas obras de Bram Stoker e Mary Shelley, respectivamente. Os estúdios da Universal tornaram-se célebres pela produção de dezenas de filmes com múmias, homens invisíveis e lobisomens. Bela Lugosi e Boris Karloff são dois atores que se destacam naquele período. Lugosi pela sua inesquecível representação do conde mais famoso da literatura em “Drácula” (“Dracula”) e Karloff pela sua brilhante atuação como o gigante grotesco “Frankenstein”, ambos em 1931. Outras obras representativas do cinema de horror dos anos 40 são os clássicos “King Kong”, “O Homem-Invisível” (”The Invisible Man”), inspirado na obra de H.G. Wells, ambos de 1933 e “A Múmia” (“The Mummy”) - 1932, com Boris Karloff no papel-título, entre outras.

Na década de 40, com a 2ª Guerra Mundial e o verdadeiro horror fazendo parte do dia-a-dia das pessoas, os filmes de terror acabaram ficando em baixa durante algum tempo. Mesmo assim inúmeros clássicos vieram a lume, como a refilmagem de “O Médico e o Monstro” (“Dr. Jekyll and Mr. Hyde”) – 1941, “O Lobisomem” (“The Wolf Man”) – 1941, “A Alma da Frankenstein” ou “O Fantasma de Frankenstein” (“The Ghost of Frankenstein”) – 1942, “Sangue de Pantera” (“Cat People”) – 1942, a refilmagem de “O Fantasma da Ópera” (“The Phantom of the Opera”) – 1943, “O Filho de Drácula” (“Son of Dracula”) – 1943, “A Maldição do Sangue da Pantera” (“The Curse of the Cat People”) – 1944 e “A Casa de Frankenstein” (“The House of Frankenstein”) – 1944, entre outros.

A década de 50 marcou a retomada do medo no cinema, principalmente através da produtora britânica Hammer Studios, seguindo a mesma trilha que tanto lucro deu à Universal, fazendo filmes baratos que usavam e abusavam dos – então recentes – recursos de cor e de muita sensualidade. O principal nome desse período, sem dúvida, é o de Christopher Lee, cuja interpretação do conde em “Drácula” ou “O Vampiro da Noite” (“Dracula” - 1958 fez história, assim como o incansável caçador de vampiros Dr. Van Helsing, vivido por Peter Cushing. A dupla fez inúmeros filmes para a Hammer, encarnando também o Dr. Franskenstein e sua criatura (Cushing e Lee, respectivamente) em “A Maldição de Frankenstein” (“The Curse of Frankenstein”) - 1957, entre outros. Destaque-se o péssimo, porém cultuado, “Plano 9 do Espaço Sideral” (“Plan 9 From Outer Space”) - 1959, que traz como um dos principais atores Bela Lugosi, falecido três dias antes de se iniciarem as filmagens. Para suprir a sua ausência, foram usados trechos não aproveitados de filmes anteriores daquele ator e um dublê, mais alto do que Lugosi e que, por ter compleição facial diferente, ocultava o rosto com a capa, gesto muito copiado posteriormente por vampiros de desenho animado.

Com a era atômica e o advento das notícias sobre discos voadores que passaram a surgir naquela década com mais intensidade, os filmes dos anos 50 passaram a ter também uma temática científica/sobrenatural; criaturas que emergiam de pântanos a partir de experiências atômicas, bolhas assassinas, tarântulas gigantes e homens com cabeça de mosca – “O Monstro da Lagoa Negra” (“Creature from the Black Lagoon”) - 1954, “A Bolha Assassina” (“The Blob”) de 1958, “Tarântula” (“Tarantula”) - 1955 e “A Mosca da Cabeça Branca” (“The Fly”) - 1958, faziam com que os cinemas estivessem sempre cheios, superando até os files da Disney, sendo os preferidos dos adolescentes e jovens.

Na virada dos anos 50/60 surgiu um dos maiores nomes da história dos filmes de terror: Roger Corman. Com o seu pequeno clássico “A Pequena Loja dos Horrores” (“Little Shop of Horrors”) - 1960, Corman mostrou que era possível assustar com classe e pouco dinheiro.

A década de 60 foi extremamente fértil para o gênero, destacando-se a obra de suspense de Alfred Hitchcock, em clássicos como “Psicose” (“Psycho”) - 1960 e “Os Pássaros” (“The Birds”) - 1963. O grande diretor George Romero, produziu o ultra-cult “A Noite dos Mortos-Vivos” (“Night of the Living Dead”) - 1968, que rendeu várias refilmagens e plágios, inclusive por parte dele próprio. O cineasta polonês Roman Polanski chega trouxe, em 1966, a comédia “A Dança dos Vampiros” (“The Fearless Vampire Killers”), estrelado por sua então esposa Sharon Tate e, em 1968, o apavorante “O Bebê de Rosemary” (“Rosemary’s Baby”), o qual teria dado causa ao assassinato da atriz Sharon Tate, esposa do diretor, por uma seita de satanistas.

No Brasil, surge Zé do Caixão (conhecido no exterior, especialmente nos Estados Unidos da América como Coffin’Joe, personagem de José Mojica Marins, um marco da cinematografia brasileira. Dentre sua vasta obra, merecem destaque os filmes “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” - 1964, “Esta Noite Encarnarei No Teu Cadáver” - 1966 (a trilogia só viria a ser completada em 2008, com o filme “A Encarnação do Demônio”. Também merece destaque o filme “O Despertar da Besta” ou “Ritual dos Sádicos” - 1969. 





A década de 70 trouxe a onda do cinema catástrofe, com o traumático “Tubarão” (“Jaws”) – 1975, de Steven Spielberg, “Terremoto” (“Earthquake”) - 1974, entre outros. Vale destacar o filme de suspense “Encurralado” (“Duel”) - 1971, também de Spielberg. O sangue jorrou solto com o filme independente “O Massacre da Serra Elétrica” (“The Texas Chain Saw Massacre”) - 1974, dirigido por Tobe Hooper e com o também independente “Halloween” de John Carpenter em 1978, no qual o mítico serial killer Michael Myers dispara o gatilho para a série de assassinos misteriosos e impiedosos que inundaram as telas nos anos 80. O terror alienígena ficou por conta de “Alien, O Oitavo Passageiro” (“Alien”) - 1979, onde Ridley Scott inaugurou um novo tipo de terror espacial.

O demônio também passou a ocupar espaço como importante personagem gótico naquela década com a possessão do filme “O Exorcista” (“The Exorcist”) - 1973, e o advento do anticristo em “A Profecia” (“The Omen”) - 1976. Espíritos malignos e poderes sobrenaturais também assombraram a plateia em obras como “Terror Em Amityville” (“The Amityville Horror”) - 1979, as inesquecíveis obras adaptadas do renomado escritor Stephen King, como “Carrie, A Estranha” (“Carrie”) - 1976, de Brian De Palma, e o também o cultuado “O Iluminado” (“The Shining”) - 1980, de Stanley Kubrick, trazendo um Jack Nicholson completamente ensandecido como protagonista. Outra marcante obra da época foi o restrito “Eraserhead” - 1977, um deslumbrante pesadelo surrealista que viria a lançar o nome do jovem diretor David Lynch.

A década de 80 trouxe a “espantomania”, com “A Hora do Espanto” (“Fright Night”) - 1985 e também marcou a ascensão dos "slashers" ou "splatters", filmes geralmente de baixo custo, sempre com um maníaco correndo atrás de jovens seminuas e muitos sustos. A principal referência é o famoso “Sexta-Feira 13” (“Friday the 13th”) - 1980, com o popular assassino Jason Vorhees. Seu concorrente mais conhecido, o tenebroso Freddy Krueger, surgiu em “A Hora do Pesadelo” (“A Nightmare on Elm Street”) - 1984, de Wes Craven.

Grandes nomes surgiram no cinema de horror nos anos 80, como David Cronenberg, com “Scanners, Sua Mente Pode Destruir” (“Scanners”) - 1981, “A Hora da Zona Morta” (“The Dead Zone”), uma adaptação de Stephen King de 1983, “Videodrome – A Síndrome do Vídeo” (“Videodrome”) - 1983, “A Mosca” (“The Fly”) - 1986, uma refilmagem do filme “A Mosca da Cabeça Branca” - 1958 e “Gêmeos – Mórbida Semelhança” (“Dead Ringers”) - 1988. No Brasil, o cineasta Ivan Cardoso trouxe a pornochanchada, “O Segredo da Múmia” - 1982.

Outros filmes que foram referência na década de 80 são: “Dia dos Namorados Macabro” (“My Bloody Valentine”) - 1981, “Evil Dead – A Morte do Demônio” - 1982, “Hellraiser – Renascido do Inferno” - 1987, “Gremlins” - 1984, “Re-Animator” (baseado num conto de H.P. Lovecraft) de 1985, “Demons – Os Filhos das Trevas” (“Demons”) de 1985, “Os Garotos Perdidos” (“The Lost Boys”) – 1987, Quando Chega A Escuridão (“Near Dark”) – 1987 e o apavorante “Brinquedo Assassino” (“Child's Play”) – 1988, iniciando a onda dos brinquedos assustadores. Com a então recente tecnologia dos aparelhos de videocassete, a indústria dos filmes de terror entrou numa nova era.

Nos anos 90 os filmes de terror ficaram mais rarefeitos e mal-feitos, muitos sendo lançados diretamente em vídeo. Algumas exceções são a nova versão de “Drácula de Bram Stoker” (“Bram Stoker's Dracula”) - 1992, realizada por Francis Ford Coppola (apesar de apresentar um final diferente do livro), a adaptação do livro de Anne Rice, “Entrevista Com O Vampiro” (“Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles”) - 1994, e a releitura de “Frankenstein de Mary Shelley” (“Mary Shelley's Frankenstein”) - 1994. Tim Burton foi um dos poucos talentos a despontar no período, realizando pequenas lindas obras com sua inimitável estética "dark", como “Edward Mãos de Tesoura” (“Edward Scissorhands”) - 1990 e “O Estranho Mundo de Jack” (“The Nightmare Before Christmas”) - 1993. O diretor Wes Craven volta ao cenário com “Pânico” (“Scream”) - 1996, na esteira dos serial killers dos anos 80, numa espécie de tributo aos jovens retalhados na década anterior, seguido por produções pouco expressivas como “Eu Sei O Que Vocês Fizeram No verão Passado” (“I Know What You Did Last Summer”) - 1997, entre outros.

O único filme que conseguiu quebrar esse marasmo de idéias foi o hiperestimado “A Bruxa de Blair” (“The Blair Witch Project”) - 1999, que se valeu de uma divulgação esperta no novo meio de comunicação de massas da época, a Internet.




Abrindo o novo milênio, temos, já na década de 2000 (2001 a 2010), “Rota 666 - A Estrada da Morte” (“Route 666”) – 2001, “A Espinha do Diabo” (“El Espinazo del Diablo”) - 2001, “O Pacto dos Lobos” (“Le Pacte des loups”) – 2001, o remake “Carrie” - 2002, “Resident Evil” – 2002, que deu início a uma longa série, o filme japonês “O Chamado” (“The Ring”) - 2002, “Freddy vs. Jason” – 2003, “Anjos da Noite” (“Underworld”) - 2003, “Alien vs. Predador” (“Alien vs. Predator”) - 2.004, “Exorcista - O Início” (“Exorcist: The Beginning”) - 2004,o remake “Horror em Amitiville” (“The Amityville horror") - 2005, “O Exorcismo de Emily Rose” (“The Exorcism of Emily Rose”) - 2005,  “Desespero” (“Desperation”) – 2006, baseado na obra homônima do mestre Stephen King, o remake “A Profecia” (“The Omen”) - 2006, “Turistas” – 2006, “Eu sou a Lenda” (“I Am Legend”) - 2007, “Os Mensageiros" (“The Messengers”) – 2007,  “O Orfanato” (“El Orfanato”) – 2007, “REC” – 2007, “Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” (“Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street”) – 2007, “Atividade Paranormal” (“Paranormal Activity”)- 2007, “Anjo Maldito” (“It's Alive") - 2008, “A Órfã” (“Orphan”) – 2009, “Espantalho” (“Husk”) – 2010 e “O Ultimo Exorcismo” (“The Last Exorcism”) – 2010.
Merecem destaque, pelo sucesso alcançado, os “vampiros da guarda” de Stephenie Meyer em “Crepúsculo” (“Twilight”) – 2008, dando início à saga que teve como sequências os filmes “Lua Nova” (“New Moon”) - 2009, “Eclipse” – 2010, “Amanhecer – Parte 1” (“Breaking Dawn – Part 1”) – 2011 e “Amanhecer – Parte 2” (“Breaking Dawn – Part 2”) – 2012.
Também há que se destacar o filme “Encarnação do Demônio” - 2008, completando a trilogia de José Mojica Marins (Zé do Caixão) iniciada em 1963 com “À Meia-Noite Levarei Sua Alma”, seguido em 1967 pelo filme “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver”.

Na década de 2010 vieram, desde 2011 até 2019, os filmes “A Coisa” (“It”), “O Ritual” (“The Rite”), “O Segredo da Cabana” (“The Cabin in the Woods”) e “Colega de Quarto” (“The Roommate”), todos de 2011; “Filha do Mal” (“The Devil Inside”), “Prometheus” e “Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros”, (“Abraham Lincoln: Vampire Hunter”), todos de 2012; “Invocação do Mal” (“The Conjuring”), “A Morte do Demônio” (“Evil Dead”), o remake “Carrie” (da obra de Stephen King), “Guerra Mundial Z” (“World War Z”), “Meu Namorado é um Zumbi” (“Warm Bodies”), “João e Maria Caçadores de Bruxas” (“Hansel and Gretel: Witch Hunters”) e “Willow Creek”, todos de 2013; “Annabelle”, “Extraterrestrial”, “I Frankenstein”, Voo 7500, “Drácula: A História Nunca Contada” (“Dracula Untold”), todos de 2014; “Exorcistas do Vaticano” (“The Vatican Tapes”), “A Forca” (“The Gallows”), “A Última Premonição” (“Visions”) e “O Uivo” (“Howl”), todos de 2015; “Quando as Luzes se Apagam” (“Lights Out”) – 2016; “Alien: Covenant” – 2017; “A Freira” (“The Nun”) e “Venom” de 2018; “Queen of Spades: Through the Looking Glass” e “Cemitério Maldito” (“Pet Sematary”), baseado na obra de Stephen King, ambos de 2019.




Conheça e curta os álbuns da coleção no “MUSEU GÓTICO” (“GOTHIC MUSEUM”) na página do Facebook indicada abaixo:


https://www.facebook.com/museugotico/



Seja bem vindo ao castelo!